Guerras do Alecrim e Mangerona
de António José da Silva
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de Georges Feydeau

Info e reservas 242 292 073 | 967 710 598
teatrodaterra@gmail.com
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contos do mundo
Estreia de 6 a 17 de Abril
um trabalho de Elsa Galvão e João Didelet
figurinos Andreia Rocha
música original Miguel Fevereiro
assistência de produção Joaquim Rocha
operação de luz e som Paulo Cunha
direcção de produção e desenho de luz Pedro Domingos
produção Teatro da Terra M/6
Teatro Cinema de Ponte de Sor
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Diógenes é um rapaz com um passatempo particular: coleccionar! Mas coleccionar todo o tipo de coisas!… Encontra-as, apanha-as e leva-as consigo!…
Na verdade, o seu vício de amealhar coisas já vem de família – e de hà várias gerações! Os seus avós namoraram-se enquanto recolhiam e amontoavam poças de água… a sua irmã adolescente colecciona objectos inúteis… os seus pais, tudo o que possam encontrar, desde que em grande quantidade – para que o seu irmão mais novo possa contar, já que é esse o seu vício!… Finalmente, o seu tio, que é carteiro e solteiro, colecciona cartas de amor!…
Será com este tio que veremos que “aquilo que fazemos, às vezes, tem consequências inesperadas”….
Neste espectáculo procuramos priveligiar a proximidade do nosso público mais jovem com o mundo desta família, que construimos, aproximando-nos das linguagens do teatro visual e de objectos, numa viagem de descoberta inspirada pela beleza poética do texto de Pablo Albo. Lançamos-vos o desafio de se deixarem apaixonar por estas personagens, pelas suas colecções e pelas suas histórias…
Diógenes
Texto Pablo Albo
Tradução Elisabete Ramos
Encenação Miguel Sopas
Com Inês Pereira, Joaquim Rocha, Sónia Vicente, Vânia Lavado
Cenografia e Objectos João Calixto
Música Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sor
Sonoplastia Filipe Peraboa
Assistente de Produção Pamela Pedroso
Direcção de Produção e Luz Pedro Domingos
Produção Infanto Juvenil Teatro da Terra 2010
M/6
Público-alvo 8 aos 12 anos
20, 21 Novembro
4, 5, 11 e 12 Dezembro
Sábados 16h00 | Domingos 11h00
Teatro Cinema de Ponte de Sor
27 Novembro 16h00
Instituto Franco-Português
Marcações para alunos do 3º ao 6º ano, em Ponte de Sor, pelo nº: 967 710 598
29 de Novembro a 03 de Dezembro e de 06 a 10 de Dezembro às 11h00 e 15h00
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A partir de vários textos serão lançados diversos projectos para execução em pequenos grupos. O atelier pretende fornecer aos participantes uma abordagem teórica e prática dos processos de construção de objectos cénicos. Visa a interpretação de uma ideia e a sua execução plástica em diversos materiais como: ferro, madeira, papel, arame, etc.
João Calixto
Lisboa.1978.
Curso de Desenho no AR.CO – Centro de Arte e Comunicação, em Lisboa, 1999.
Membro fundador da Circolando – Coop.Cultural, onde trabalha como cenógrafo e intérprete, no Porto, entre 2000 e 2005. Colabora regularmente com Márcia Lança, Clara Andermatt, Cia Olga Roriz, Piajio, Cia Chapitô, Turak Produtions, Tarumba-Teatro de Marionetas, entre outros. Desde 2006 que desenvolve trabalho como docente na Escola Superior de Teatro e Cinema e Escola Superior de Artes e Tecnologias de Lisboa. Actualmente integra a Coordenação da Escola Profissional de Artes e Ofícios do Chapitô, onde lecciona a disciplina de Cenografia.
Local: Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor
Datas: 10 a 12 de Setembro
Horário: Sexta – 18h00 – 23h30 , com intervalo para refeição das 20h às 21h30.
Sábado / Domingo– 10h30 às 18h00, com intervalo para refeição das 13h30 às 15h.
Número máximo de participantes: 12
Público – Alvo: Maiores de 16 anos
Informações e Inscrições: teatrodaterra@gmail.com / 96 771 05 98 / 242 292 073
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Numa fase inicial, abordaremos jogos de expressão dramática simples, que permitirão aos formandos experienciar e conhecer alguns aspectos básicos da técnica do actor:
- a capacidade de integrar um grupo, trabalhando em colectivo de forma disponível e atenta;
- a consciência do seu corpo e da sua voz, e o conhecimento das possibilidades destes num domínio extra-quotidiano;
- a capacidade de escuta;
- a consciência dos ritmos e do espaço;
- a consciência da relação entre as sensações interiores e subjectivas, e os efeitos expressivos que as mesmas podem sustentar.
Numa segunda fase, desenvolveremos exercícios mais vocacionados para a interpretação teatral, ora explorando a criatividade e a imaginação, ora experienciando linguagens teatrais assentes na convenção e na forma (que nos afastam das estéticas realistas e naturalistas).
Finalmente, tentaremos desenvolver as experiências anteriores realizando uma abordagem breve a algumas cenas teatrais propostas – analisando, nessa abordagem, os problemas mais comuns que a encenação e a interpretação teatrais costumam colocar.
Iniciou o seu percurso artístico em 1999, no Teatro Amador de Pombal, estrutura com a qual mantém ligação e em que já trabalhou como actor, encenador e técnico. Em 2004, concluiu o Curso de Teatro – opção de Formação de Actores (Bacharelato), na Escola Superior de Teatro e Cinema, e, em 2007, o Curso de Teatro – ramo de Teatro e Educação (Licenciatura), na mesma escola. Como actor profissional, trabalhou com encenadores como Rogério de Carvalho, Graeme Pulleyn, Ana Tamen e Claudio Hochman, em estruturas como a Companhia de Teatro de Almada, o Ensemble – Sociedade de Actores (Porto), a Cassefaz (Lisboa) ou o Teatro Regional da Serra do Montemuro. Em 2008, encenou, para o Teatro Língua (Lisboa), Pranto de Maria Parda, de Gil Vicente. Em 2010, colaborou com o Teatro da Terra, integrando o elenco do espectáculo A Maluquinha de Arroios, com encenação de Maria João Luís.
13 a 27 de SETEMBRO | Ponte de Sor
Horário Pós – Laboral
N.º Máximo de participantes | 15
Público – Alvo | Maiores de 16 anos
Inscrições e Informações | teatrodaterra@gmail.com
| 96 771 05 98 / 242 292 073
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Razão e paixão, norma e desvio, o todo e o indivíduo, a estrutura e o momento, eis alguns dos conflitos que tecem as nossas existências. Bégaudeau lembra-nos outro, entre a vida e o futebol, aparentemente mais prosaico e a propósito do qual vemos aqueles ganharem expressão. Uma lição de táctica na alcova, outra de filosofia no balneário, aqui e acolá, inclusivamente e segundo a ordem que quisermos. Umas vezes cómico e ridículo, outras trágico e sistemático. Como a vida e a morte, também, num mesmo fluxo…
Francisco Oliveira
François Bégaudeau, embora nascido em 1971, dispensa grandes apresentações. É autor do argumento de A turma – Entre les Murs -, o filme de Laurent Cantet galardoado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes (2008), onde também participa como actor. A sua experiência de professor de Literatura, além de o ter ajudado na construção do personagem principal de A Turma, um professor que se vê a braços com uma turma problemática nos subúrbios de Paris, tê-lo-á ajudado a encontrar a “fórmula” que lhe confere, consensualmente, um lugar seguro no panorama da literatura francesa contemporânea. Uma fórmula, acrescente-se, ensaiada muito antes em Jouer Juste – Prix France Culture -, o seu primeiro romance, de 2003, levado à cena por mais do que uma vez em França, nomeadamente no Luvernaire, Paris, por Isabelle Duprez, com interpretação de Régis Bourgade, e que agora nos propomos traduzir, adaptar e encenar sob o título de Jogo Limpo.
Trata-se de um monólogo, por vezes perto do fluxo da consciência celebrizado por James Joyce no famoso monólogo de Molly, em que um treinador de futebol tem como tarefa estimular os seus jogadores, uma espécie de aprendizes de filósofo, de modo a inverterem o sentido do jogo e sairem vitoriosos após o prolongamento que se segue. O ambiente não podia ser mais tenso, estamos perante uma final dos campeões europeus e os trinta minutos que se adivinham poderão mudar a vida de cada um dos participantes. O treinador, filósofo e borderline, serve-se da sua experiência pessoal, nomeadamente da sua relação com Júlia, para fazer passar a sua mensagem. Ao mesmo tempo que vai analisando essa mesma relação com o auxílio das leis do futebol e da estratégia que vai propondo aos atletas. Em termos gerais, e não exclusivos, trata-se de um pretexto para comparar dois modos de vida, entenda-se de jogo, distintos mas com interferências recíprocas, um votado aos impulsos e às paixões, outro determinado pela razão e deliberação. Interferências, aliás, inteligentemente expressas pela escrita de Bégaudeau, que assim vai saltando do relvado para a alcova como se de um mesmo raciocínio se tratasse. Numa palavra, um convite a escolher entre uma vida cujo ritmo não controlamos, o ritmo dos enunciados-parasita, é assim que o treinador se lhe refere, e outra em que somos nós os timoneiros, uma construção cuidadosamente trabalhada e cujo sucesso dependerá sempre da nossa vontade de triunfar. Ou então, se assumirmos que a vida é isso mesmo, um vai-vem entre a acção e a paixão, entre o triunfo e o falhanço, um convite à superação constante das contrariedades que vão surgindo ao longo do jogo da vida. Como se estivesssemos condenados a errar, como diria Becket, mas a errar cada vez melhor, logo que joguemos limpo.
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de Nuno Milagre
Nos últimos anos Lúcia e Beatriz estiveram poucas vezes juntas. Lúcia emigrou e veio agora visitar a irmã e o pai que está doente. Depois do convívio natalício as irmãs não se poderão evitar, entram num discurso regressivo e exploram os tabus da família para acusações. O exorcismo gera conforto, mas a harmonia é frágil e tudo ficará na mesma se não prevalecer o poder de atracção entre as meias~irmãs.
LÚCIA Começou a fumar para compensar ter deixado de conviver todos os dias com o cheiro do tabaco…
BEATRIZ Conheço essa história…
LÚCIA Faz sentido… Não devia era ter fumado tanto.
BEATRIZ Que exagero!… Graças ao pai, o tabaco mete-me nojo.
LÚCIA Também a mim. Foram as saudades de Moçambique, do porto, do tabaco…Fumador emocional…
BEATRIZ Odeio cigarros. Ainda bem que não fumas.
LÚCIA Quando fumam para cima de mim pergunto: acha que é o meu pai para estar a fumar assim?
Texto Nuno Milagre
Encenação Gonçalo Amorim
Com Carla Galvão e Crista Alfaiate
Cenografia Rita Abreu
Sonoplastia Filipe Peraboa
Assistência de produção Pamela Pedroso e Vânia Lavado
Direcção de produção e luz Pedro Domingos
Produção Teatro da Terra M/12
TEATRO CINEMA DE PONTE DE SOR
DATAS | 16 a 27 de Junho (Quarta a Domingo)
Quarta a sábado 21 H 30 | Domingos 17h
Horário de Bilheteira | Quarta a Sábado 19h30 – 21h30
Domingo 17h
Informações e Reservas | 96 771 05 98 / 242 292073 – 12 h às 18h
teatrodaterra@gmail.com
M/12
Agradecimentos
Adriana Orta, Albano Matos, Alberto Cardoso, Artur Aniceto, Asunción Orta, Bell@arte, Casa Regional, Concepción Orta, Cremilda Gil, ElectroSor, Ida da Han Matos, Instituto Franco Português, Isabel Pedroso, Isaura Robles, João Milagre, Luís Carlos Patraquim, Maestro Luís Bonito, Maria Rosa Henriques, Mónica Direito, Paula Ribas, Primeiros Sintomas, Rita Abreu, Roberto Robles, Sílvio Milagre, Xeca Robles
Nos últimos anos Lúcia e Beatriz estiveram poucas vezes juntas. Lúcia emigrou e veio agora visitar a irmã e o pai que está doente. Depois do convívio natalício as irmãs não se poderão evitar, entram num discurso regressivo e exploram os tabus da família para acusações. O exorcismo gera conforto, mas a harmonia é frágil e tudo ficará na mesma se não prevalecer o poder de atracção entre as meias~irmãs.
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TEATRO DA TERRA acolhe os ARTISTAS UNIDOS
Os Artistas Unidos voltam a Harold Pinter estreando em Portugal Comemoração, a última peça do Autor, a que juntam o breve sketch A Nova Ordem Mundial. Pois tudo se passa agora, neste mundo que esqueceu a paz.
COMEMORAÇÃO De Harold Pinter
Tradução José Maria Vieira Mendes Com Alexandra Viveiros, Américo Silva, António Simão, João Meireles, Pedro Carraca, Sílvia Filipe, Sylvie Rocha, Tiago Matias, Vânia Rodrigues Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo Assistência de encenação João Miguel Rodrigues e Alexandra Viveiros Co-produção Artistas Unidos/ CCB/ Teatro Municipal de Almada
artistasunidosARTISTASUNIDOS
A NOVA ORDEM MUNDIAL De Harold Pinter
Tradução de Paulo Eduardo Carvalho com Nelson Boggio, Rúben Gomes, João Delgado e Elmano Sancho Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo Assistência de encenação João Miguel Rodrigues e Alexandra Viveiros Co-produção Artistas Unidos/ CCB
T
EMPREGADO O pato é para quem?
LAMBERT O pato é para mim.
JULIE Não é nada.
LAMBERT Não é nada. Então é para quem?
JULIE Para mim.
E voltamos a Harold Pinter. Com a sua derradeira peça. Três casais jantam no restaurante mais caro da cidade. E inicia-se um diálogo que será uma teia complexa de temas mais terríveis. Uma autêntica guerra de palavras. Um mundo de dinheiro novo, ostentatório, o mundo do capitalismo mais feroz.
Dois soldados, um homem vendado, uma tortura. Para ensinar a democracia. Um skecth de Harold Pinter seco, duro, elíptico: estamos onde? Na América Latina torturando um teólogo da libertação? Em Abu Ghraib? Numa pequena sala, dois guardas discutem o que devem fazer à vítima que permanece sentada em silêncio e de olhos vendados à sua frente. A nova ordem mundial reduziu todos os dissidentes ou a individualidade a uma conformidade cega.
Os discursos que ouvimos indicam-nos aquilo que nós não ouvimos. É uma evasão necessária, uma cortina de fumo violenta, enganosa e sofredora ou apenas escarnecedora daquilo que mantém o outro no seu lugar certo. Quando um silêncio verdadeiro se abate ficamos apenas com o eco e mais perto da nudez. Uma das maneiras de se olhar para o discurso é a de se dizer que ele é um estratagema constante para escondermos a nudez.
Harold Pinter
Onde foi o corpo morto encontrado?
Quem encontrou o corpo morto?
Estava morto o corpo morto quando foi encontrado?
Como foi o corpo morto encontrado?
Harold Pinter
“COMEMORAÇÃO & A NOVA ORDEM MUNDIAL
TEATRO CINEMA DE PONTE DE SOR
14 E 15 DE MAIO
21 H 30
5,00 €
Horário de Bilheteira | Sexta e Sábado – 17h às 21h20
Informações e Reservas | 96 771 05 98 / 242 292073 – 15h às 18h
teatrodaterra@gmail.com
M/16
“Harold Pinter. Um universo de incertezas, contradições, mentiras, invenções, não-ditos, uma escrita sucinta, rarefeita. E um diabólico domínio da lingua que lhe permite, com quase nada, criar tensões. Numa segunda-metade do século XX dinamitada por tantas vanguardas, Pinter insistiu sempre no realismo presencial do teatro: um sofá é um sofá e ele gosta de quartos de três paredes. Os seus celebrados diálogos são coloquiais e muitas vezes anódinos. Mas um “bom dia” dito por uma personagem sua pode ser um jogo mortal e não uma fórmula de cortesia.
O seu ramo não é o da psicologia. Não temos passado para muitas personagens, nem motivação para os seus actos. Filho do “behaviourismo” dos “Assassinos” de Hemingway, O Serviço, um dos seus primeiros textos, é uma constatação. Ora, como é que um actor se pode limitar a constatar? Limitar-se a estar presente, sem as armadilhas das intenções profundas? (…)
Mais tarde, Pinter, começando um novo ciclo na sua obra, depois de em 1970 ter encenado no Mermaid Theatre de Londres uma peça de James Joyce, Exilados, peça então esquecida, debruçou-se sobre esta estrutura ibseniana e veio sobrepor ao teatro da surda ameaça com que as suas peças iniciais foram rotuladas, um teatro da memória, os intrincados torcidos e tremidos da memória de que são exemplo Paisagem e Há Tanto Tempo. Parece ter deixado de haver perigo ou o perigo está dentro de nós, num passado nunca lembrado mas sempre presente. A que também não é alheio o trabalho que fez com Joseph Losey ao tentar adaptar Proust ao cinema (que dará, em 2000, a adaptação cénica Remembrance Of Things Past).
Porque a sua escrita é viva, se move imparável numa tentativa cada vez mais acerada de abranger o mundo pantanoso, houve quem se surpreendesse com a clareza política de alguns dos seus textos dos anos 80/90 de que Um Para O Caminho é famoso exemplo. Mas esta clareza, esta economia, esta brutalidade rarefeita vinham de trás, de muito longe: e os pobres diabos ameaçados de O Serviço ou de Feliz Aniversário estavam no mesmo universo onde o poder é arbitrário. Só que agora quem entra em cena é o ameaçador, quem toma a palavra e vai até à boca de cena não é o ameaçado. E também Harold Pinter dá voz (e deu corpo ao representá-lo ele próprio) ao torturador…”
Jorge Silva Melo
“Finalmente, abandonando a acção e o diálogo naturalistas na fase seguinte do seu desenvolvimento, avançando para uma poesia cénica altamente comprimida, em que o que conta é a memória, o silêncio…”
Martin Esselin
c
HAROLD PINTER nasceu em 1930. Começou por ser actor (com o nome David Baron) e em 1957 escreveu a sua primeira peça, The Room. Autor fundamental do teatro contemporâneo, encenou e representou algumas das suas mais de trinta peças, que foram traduzidas e encenadas por todo o mundo. Escreveu também para rádio, televisão e cinema, onde é difícil esquecer a colaboração com Joseph Losey. Recebeu diversos prémios e distinções: recentemente, o título de Companion of Honour da Rainha e o Nobel da Literatura. Os Artistas Unidos realizaram um ciclo com a obra de Harold Pinter durante as temporadas de 2001/2/3. Na ocasião, a editora Relógio d´Água publicou dois volumes com as peças mais importantes do autor. Morreu a 24 de Dezembro de 2008 em Londres.
Em 2001, os Artistas Unidos estrearam no Festival de Portalegre e no Espaço A Capital/ Teatro Paulo Claro a sua peça O Serviço. No ano de 2002, estrearam várias peças da sua autoria: O Amante (A Capital/ Teatro Paulo Claro); Um Para o Caminho (A Capital/ Teatro Paulo Claro); Cinza às Cinzas (A Capital Teatro Paulo Claro); Traições (CCB); Há Tanto Tempo (CCB / CAM – Acarte); A Colecção (CCB) e O Encarregado (Culturgest). Em 2003, a peça Victoria Station teve estreia no Teatro Taborda. Em 2005, os Artistas Unidos estrearam no Teatro Nacional D. Maria II o espectáculo Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices, espectáculo de homenagem a Harold Pinter com textos da sua autoria e de autores como Arne Sierens, Antonio Onetti, Antonio Tarantino, Davide Enia, Duncan Mclean, Enda Walsh, Finn Iunker, Irmãos Presniakov, Jon Fosse, José Maria Vieira Mendes, Juan Mayorga, Letizia Russo, Marcos Barbosa, Miguel Castro Caldas, Spiro Scimone e Boris Vian.
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